Espaço Arte
  • Família: uma maldição latente

    Publicado em 08/11/2018 às 17:05

    Sobre a exposição

    A instituição social mais consagrada pelo ser humano é de longe a menos fiscalizada e sua disfuncionalidade é um elefante na sala que insiste em ser resguardada.

    A partir de cinco desenhos e cinco “poesias-manuais” pede-se que o observador interprete os significados das partes sem sentido da história de uma pessoa que viveu em uma família disfuncional (e, talvez, infelizmente se identifique com as personagens).

    Sobre a artista

    Uma menina que sonhou escapar de seus pesadelos e que hoje procura a arte e expressão, pela música e escrita (agora, também, com desenhos), porque ela ainda não encontrou palavras para descrever suas sensações e sentimentos.

    (texto extraído do painel da artista)

    Serviço 

    Exposição: Família: uma maldição latente
    Material: Poemas e desenhos
    Artista: Gabi Fransmann
    Quando: 08 a 27/11/2018 (2ªf a 6ªf)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto:
     Gratuito
    Onde: Hall do DCEven – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Contato: gabifransmann@gmail.com


  • Diversa

    Publicado em 01/11/2018 às 19:12

    Sobre a exposição

    Uma mostra que abriga duas exposições diferentes, guarda em si pontos em comum: os olhares voltados para grupos que são resistência na sociedade brasileira. Para as fotógrafas, Paloma Gomide e Ingrid da Costa, a arte é também um modo de posicionamento político. Um refúgio de luta.

    Este que me olha

    Paloma Gomide, artista visual, trabalha com múltiplas mídias, especialmente cinema e fotografia. Desde 2014 é pesquisadora em hibridismo fotocinematográfico no grupo de pesquisa PACT-UFSC. O projeto intitulado “Este que me olha” se iniciou em janeiro de 2015, quando visitou a aldeia dos Arara-karo em Rondônia, pela primeira vez. Desta primeira ida a campo, resultaram retratos que deram início ao projeto desenvolvido ao longo de três anos. Foram visitas a três aldeias ao todo: Arara-karo, Ikoleng Gaviao e Surui Paiter. No entanto, a forma como esses retratos encontraram forma e aqui se apresentam, é através da prática da cianotipia – uma técnica fotográfica industrial que se utiliza da luz solar para que a imagem se fixe no suporte. Através de uma estética distinta e pouco usual atualmente, o trabalho da artista visa chamar os olhos para estes povos, os povos indígenas do Brasil.

    Realça

    Durante a graduação no curso de Cinema da UFSC, Ingrid da Costa se voltou para a área da exploração fotográfica. A construção dos processos e o voltar para a importância das camadas foram os caminhos seguidos para a criação dos seus trabalhos. O “Realça” é o resultado do processo “Meu percurso fotográfico”, trabalho de conclusão de curso em 2017, no qual estão traçadas todas as decisões e pensamentos para a chegar nesta série final: para Ingrid, um caminho de escolhas, descobertas e dúvidas contínuas. “Da construção dos retratos do ‘Realça’, temos – acredito que sejam – mulheres negras que foram ou poderiam ser. E que são. Escutar, interpretar, ser sensível, absorver, para a se deixar levar por elas, foi decisão. As altas luzes foram guia. Caminharam na pele negra de fundo azul, amarelo e vermelho. Sobre as manchas: marcas e brilhos. Nos ombros e braços. Caminhos traçados por mãos e performances. Sobre a luz que realça a pele, e nenhuma pele igual”.

    Serviço 

    Exposição: Diversa
    Material: Fotografias
    Artistas: Paloma Gomide e Ingrid da Costa
    Quando: 29/10 a 30/11/2018  (2ªf a 6ªf)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: Gratuito
    Onde:  Espaço Expositivo – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC


  • Elas são cores

    Publicado em 01/11/2018 às 19:10

    Sobre a exposição

    Narcisa Amboni, natural de Nova Veneza, se mostra como sujeito e objeto dessa composição heterogênea de faces. Tanto a artista quanto as modelos que ela referencia são livres, mas também servem ao retrato. Mulheres dedicadas a essa arte vivem sob o paradoxo da liberdade artística e da escravidão à referência do real. Buscando a fotografia como método, a artista libertou a modelo da pose, mas capturou o traço de liberdade que a reprodução técnica ainda carrega. O que ela captura, a modelo nunca viu. Está na invenção da própria essência do retrato pela arte, ainda tão fresca e secreta que deve causar estranhamento. Entre a mulher que a arte referencia e a mulher que ela inventa, há uma verdade desconsertante. Narcisa pinta o retrato com a nudez do rosto e a inocência crua dos olhos. De modo que a imagem captura o gesto raro do primeiro olhar.

    Para esse jogo de referências, entre o desenho e o modelo, que já é também representação, arte e técnica, não haveria linguagem mais potente do que a da pop art. Com ela, a fotografia se reduz ao seu traço minimalista do preto e branco. Em Frida Khalo, em Clair Castilhos, em Hannah Arendt, em Marilena Chaui ou em KerexúYxapyry, é a força do espanto, a aura de uma modelo surpreendida pela explosão de luz, como nos lambe-lambes do advento da fotografia que tomou da arte o poder de desenhar o rosto, mas guardou da pintura primordial a magia de revelação. Aquilo que Walter Benjamin chamou de a “infância da fotografia” se traduz no “olhar selvagem” que a acompanha nessa transição de retorno: da fotografia à arte. Quando a sugestão de aura que o retrato produz nos assoma, já estamos mergulhando o pincel na paleta ao fundo para colorir essas presenças femininas no mundo. E podemos repetir Benjamin em êxtase: nunca antes a fotografia esteve tão à altura da arte e a arte tão à altura da fotografia.

    Serviço 

    Exposição: Elas são cores
    Material: Acrílico sobre tela
    Artista: Narcisa Amboni
    Quando: 29/10 a 30/11/2018 (2ª a 6ª)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: Gratuito
    Onde: Hall do DCEven – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC


  • Débora Raizer

    Publicado em 05/10/2018 às 16:38

    Sobre a exposição

    Na atual fase, a artista plástica faz um resgate da beleza e poesia entre o urbano e a natureza, assim, com seus traços fortes como sua personalidade e um colorido vibrante como acredita que tenha de ser a vida, exterioriza com profundidade seus sentimentos. “Nesta fase retrato através de cores vivas o meio ambiente, enfim, tudo que nos rodeia e nos cerca nos fazendo sentir vivos, o urbano, a fauna, a flora, a água, o céu, passando poesia aos olhos de quem observa o movimento. A intuição leva a mistura de alguns estilos.”

    A artista além de executar trabalhos sob a ótica dos 3Rs da sustentabilidade: Reduzir, Reutilizar e Reciclar utilizando garrafas e resíduos de madeiras, também desenvolve em outro segmento um trabalho personalizado junto a designers e decoradores que conforme o ambiente a ser trabalhado consegue com sua sensibilidade, elaborar em parceria com o cliente peça exclusiva para o mesmo.

    Sobre a artista

    Débora Raizer, casada, 48 anos, filha de Nelson Pedro Raizer e Vanir Maria Círico Raizer, natural da cidade de Rio do Sul/SC. Formada em Direito na FURB. Começou a desenhar desde criança por influência de sua mãe também artista plástica, e a partir daí surgiram as pinturas em tela (acrílico sob tela, acrílico sob eucatex), utilizando técnicas mistas, além de aproveitar a pintura em tecidos, porcelana, cerâmica, garrafas e madeira, colecionando premiações em dois destes segmentos.

    Serviço

    Exposição: Débora Raizer
    Material: Pinturas em telas
    Quando: 02 a 29/10/2018 (2ª a 6ª)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: gratuito
    Onde: Espaço Expositivo – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Contato: Atelier de Arte Débora Raizer


  • Floripa: magia, cores e encantos!

    Publicado em 05/10/2018 às 16:03

    Sobre a exposição

    A natureza em sua exuberância é o tema da maioria das fotos de Marcos Felipe Ravazzoli. A sensibilidade na composição da fotografia e a paciência ao aguardar o momento certo do click são suas marcas. Frequentador assíduo de trilhas, poucos são os locais ainda não explorados e registrados por suas lentes na Ilha. Conforme o próprio fotógrafo destaca, “cada retorno, a caminhos outrora explorados, traz sempre novos momentos, novas luzes, novos animais e, claro, novas inspirações; a riqueza natural e de cenários em Florianópolis parecem não esgotar as possibilidades de registros”.

    Na exposição “Floripa: magia, cores e encantos!”, o autor procurou, através da busca em seu arquivo pessoal, selecionar uma pequena amostra de suas saídas fotográficas na capital catarinense, tendo sempre a natureza como destaque.

    Mergulhe nesse mar cristalino, respire o ar puro e inspire-se por trilhas onde a natureza ainda é soberana e com certeza faz renovar nossas energias. Viva Floripa! Viva a Ilha da Magia!

    Sobre o fotógrafo

    Apaixonado pela natureza, o fotógrafo Marcos Felipe Ravazzoli encontrou em Florianópolis, além de um local para viver, um vasto e inspirador cenário para os mais diversos registros tanto em terra, como no mar.

    Natural de Porto Alegre/RS, Marcos morou por sete anos em Fortaleza/CE, dois anos em Londres e vive há seis anos na Ilha. Conforme reiteradas manifestações, é aqui que o fotógrafo deseja passar o resto de sua vida.

    Serviço

    Exposição: Floripa: Magia, Cores e Encantos!
    Quando: 02 a 26/10/2018 (2ª a 6ª)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: gratuito
    Onde: Hall do DCEven – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Contato: mfravazzoli@hotmail.com
    Vendas e encomendas: (48) 99970-2929


  • Cores do Rock | Música de Preto

    Publicado em 05/09/2018 às 16:24

    Estão à mostra, no Hall do DCEven e no Espaço Expositivo do Centro de Cultura e Eventos – Reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, de 05 a 28 de setembro de 2018, as exposições Cores do Rock e Música de Preto, do ilustrador, caricaturista, cartunista e designer gráfico Cláudio Duarte.

    Sobre a exposição

    A exposição é uma coletânea de retratos de artistas clássicos da música mundial como Janis Joplin, David Bowie, Bob Marley, Amy Winehouse entre outros, através da arte cartunista do autor, que, pela memória da música cujos artistas marcaram época, nos faz viajar entre as cores, sejam elas vivas nas suas infinitas tonalidades, ou em tons de cinza, que não tiram a vida das obras, pelo contrário: nos coloca em reflexão.

    Sobre o artista

    Cláudio Duarte traz em seu currículo experiências em algumas revistas como a Fatos e a Manchete e no jornal O Globo. Tem trabalhos publicados pelas editoras Abril, Record, Rocco, Objetiva, Salamandra e Vozes, e conquistou prêmios internacionais, entre eles, medalha de ouro e prata pela The Society for News Desing, e, no Brasil, o prêmio ESSO na categoria de artes gráficas em 2001.

    Serviço 

    Exposições: Cores do Rock e Música de Preto
    Quando: 05 a 28/09/2018 (2ª a 6ª)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: gratuito
    Onde: Espaço Expositivo e Hall do DCEven – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Contato: cmduarte01@gmail.com
    Vendas e encomendas: (48) 9-8837-7406


  • Abandono II

    Publicado em 01/08/2018 às 16:44

    Sobre a exposição

    A exposição fotográfica Abandono 2, de Milton Muniz, dispõe as fotografias precedidas por textos explicativos (a trajetória do artista ao fazer tais imagens), tudo suspendido no teto do Espaço Expositivo do Centro de Cultura e Eventos, de forma que o apreciador viaje pelo mundo urbano de prédios em Florianópolis cuja estrutura aparenta uma cena de “abandono”. Por isso, ao reconhecer determinadas fachadas (pelo menos para aqueles que moram há muito tempo na cidade), passamos a olhar com os olhos do autor da fotografia. Às vezes damo-nos conta de repente, que já vimos aquela cena tantas vezes ao vivo que ela passou a ficar apagada na memória. Abandono 2 fotografa aquilo que “se tornou apagado”, e como diria Walter Benjamin, deixa a áurea da imagem daquele momento que já se passou, porque um momento nunca é igual ao outro. Causando angústia ou não, saudosismo ou não, ou apenas o prazer de apreciar a exposição, o certo é que Milton Muniz nos presenteia com essa mostra fotográfica para nos dizer: “Não esqueça de lembrar!”.

    Sobre Milton Muniz

    Nasceu em 1939, na fazenda Pouso Alto, Distrito Patrimônio de São Jerônimo, município de Ituiutaba, hoje, Gurinhatã (MG). Em 1971 concluiu o curso de História Natural na Universidade Católica de Goiás, e mestrado, em 1978, no Departamento de Genética da Universidade Federal do Paraná. Em 1977, ingressou na Universidade Federal de Santa Catarina como professor de Genética no Departamento de Biologia. Concluiu Doutorado em Engenharia de Produção na UFSC, em 2006, e se aposentou em julho de 2009. De 1988 a 2016, participou ativamente do Movimento Docente (APUFSC-Sindical). Sua última atividade foi como representante do Sindicato junto ao Foro Estadual de Educação de Santa Catarina, encerrada em 2016.

    Para acessar o texto de Milton Muniz, clique AQUI.
    O vídeo abaixo apresenta a exposição na Assembleia Legislativa.

    Serviço 

    Exposição: Abandono 2
    Material: Fotografias e texto
    Artista: Milton Muniz
    Quando: 01 a 31/08/2018 (2ª a 6ª)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: Gratuito
    Onde: Espaço Expositivo – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Contato: miltonmuniz2008@gmail.com


  • As árvores voltarão a falar

    Publicado em 03/07/2018 às 16:46

    Sobre a exposição

    A exposição As Árvores Voltarão A Falar/…And The Trees Will Speak Again de David Bert Joris Dhert, apresentada no Espaço Expositivo do Centro de Cultura e Eventos da UFSC, narra, em trabalhos fotográficos processados, a paz e a tensão durante os últimos momentos da ocupação indígena chamada de Aldeia Maracanã que aconteceu entre 2006 e 2013 no Rio de Janeiro, Brasil. Elaborada em madeira industrializada em vez de em papel fotográfico, a série convida para uma reflexão mais ampla sobre a ocupação indígena, uma reflexão que vai além da discussão sobre a legitimidade e vai ao encontro da raiz do grito da comunidade indígena brasileira atual, que enfrenta desmatamento e conflitos numa guerra por território contra os grandes empreendimentos no país.

    (texto extraído e adaptado de Convocatória Portfólio em Foco 2017).

    Sobre o artista

    David Bert Joris Dhert é cineasta, antropólogo e artista visual belga, vive desde 2009 entre a Bélgica e o Brasil. Produziu documentário sobre as idas e vindas da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos Rio 2016, através dos olhos de seus compatriotas no Rio de Janeiro. Como fotógrafo, retrata a cidade como aparece, e para sua nova série As árvores voltarão a falar, se concentra na fronteira entre o nativo e a modernidade, fotografando índios que moram no Brasil. Quer visualizar essa tendência de migração na forma de uma questão aberta, com reflexão sobre o Brasil.

    Para acessar as fotografias do artista, clique AQUI. Para assistir ao vídeo da mostra realizada com fotografias juntamente com exibição de tela, clique AQUI.

    Serviço 

    Exposição: As Árvores Voltarão a Falar
    Material: Fotografias miniaturizadas em madeira industrializada
    Artista: Milton Muniz
    Quando: 03 a 26/07/2018 (2ªf a 6ªf)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto:
     Gratuito
    Onde: Espaço Expositivo – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Contato: carlapvrocha@gmail.com
    Site do artista: http://www.daviddhert.com/
    Instagram do artista: https://www.instagram.com/daviddhert/


  • Exprimível do Vazio: Fragmentos

    Publicado em 21/06/2018 às 16:52

    Acontece de 04 a 29 de junho no Espaço Expositivo do Centro de Cultura e Eventos da UFSC a exposição EXPRIMÍVEL DO VAZIO – Fragmentos, de Juliana Hoffmann, com a curadoria de Juliana Crispe.

    Sobre as obras

    As obras de Juliana Hoffmann estão envoltas pela memória, em um movimento de repetição e diferenciação, por onde as imagens retornam, modificam-se e ressignificam-se em cada composição. Nesse atravessamento, a artista vem construindo, ao longo de sua trajetória, obras que partem do repertório do vivido.

    Em sua nova exposição, Exprimível do vazio, Juliana foge das telas, pinturas, fotografias e imagens postas, para transitar entre composições que partem de livros corroídos e transformados pelo tempo. Continua a trabalhar com a reminiscência, mas por nova materialidade carregada de intervalos-vazios como marca.

    Por trás dessa nova série, percebe-se a base literária da infância, que permeia a vida da artista. Juliana traz essa informação que ficava lá, oculta em seu passado, como referência para construir novas obras-paisagens-retratos-ficções, que estão presentes na série. Os personagens desse enredo diluem-se em palavras e lacunas, a língua inglesa, que se tornou marca para a família, como profissão dos pais, irmãs e da artista; em sua vivência diária entre a língua estrangeira e a natal, estas entrelaçam essa nova série que reverbera novas estratégias para falar, ou calar, aquilo que retorna como um sempre outro.

    O que se reconhece de íntimo em sua produção nessa nova série de livros corroídos pelas traças e instalações é a memória, que retorna como meio e conceito, mostrando-se embaçada e perfurada, carregada de vazios, que se tornam a potência do trabalho. As linhas vermelhas que percorrem algumas obras é marca de trabalhos anteriores da artista, tentativa de retenção da memória através das amarras, para que nem tudo se esvaia.

    (texto de Juliana Crise)

    Sobre a Artista

    Juliana Hoffmann nasceu em 1965, no interior de Santa Catarina, em Concórdia. Ainda na infância, interessou-se pela Arte. Entre individuais e coletivas, a inserção de Juliana no cenário artístico vem desde 1982; com apenas 16 anos, realiza sua primeira exposição.

    A artista expôs em diversas cidades catarinenses, em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília. Internacionalmente, na Itália, França, EUA, Argentina, Holanda e Espanha. Realizou residências artísticas: na França, em 2007, nos Estados Unidos, em 2008, Prêmio Aliança Francesa (2015) – residência em 2016, e na Espanha, em 2016.

    Serviço

    Exposição: Exprimível do Vazio – Fragmentos
    Material: Painéis de vidro e painel luminoso
    Quando: 04 a 29/06/2018 (2ª a 6ª)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: Gratuito
    Onde:
     Espaço Expositivo – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Contato:  jnhoffmann@gmail.com


  • Vidas Refugiadas

    Publicado em 21/06/2018 às 16:51

    O Hall do DCEven do Centro de Cultura e Eventos da UFSC exibe de 07/06 a 06/07/2018 a exposição VIDAS REFUGIADAS, idealizada por Gabriela Cunha Ferraz, com fotografia de Victor Moriyama e edição de fotos e design de Cristina Veit. O projeto Vidas Refugiadas pretende dar visibilidade e voz às mulheres que pedem refúgio e vivem hoje no Brasil.

    Mais informações sobre o projeto podem ser acessadas em www.vidasrefugiadas.com.br, de onde se faz o recorte que segue.

    Sobre o projeto

    O tema do refúgio vem sendo abordado em pesquisas acadêmicas e relatórios midiáticos, sempre a partir da perspectiva masculina e raramente com foco na mulher. Por ser minoria, diante das 60 milhões de pessoas deslocadas, a mulher refugiada acaba herdando a invisibilidade já habitualmente experimentada pelas mulheres brasileiras, fazendo com que suas dificuldades sejam menos ouvidas, suas particularidades pouco respeitadas e sua feminilidade completamente ignorada. O resultado desse processo de anulação limita seu acesso a direitos, amplia sua exclusão social, impede sua plena integração e provoca uma perigosa repetição das violações já vivenciadas em seu país de origem.

    As refugiadas são mulheres que não tiveram outra opção senão abandonar suas histórias e locais de pertencimento para salvar sua vida ou preservar direitos fundamentais, como a liberdade. Diferente da imigração que é facultativa e motivada por razões diversas, o refúgio é a única rota de salvação para aquelas que sofreram diferentes tipos de violência. Essa violência pode acontecer de forma generalizada, como na Síria, ou individualmente contra mulheres que passam a ser perseguidas em razão da sua posição social, costumes religiosos, identidade sexual ou apenas pelo fato de ser mulher.

    Em territórios que experimentam situações de guerra e conflito armado, constatamos que as mulheres são sempre as que sofrem as mais graves violações e a maior exposição. Exposição da sua casa, da sua família e do seu próprio corpo que, não raramente, passa a ser mera moeda de troca no conflito. A objetificação dessas mulheres passa, muitas vezes, desapercebida pelas autoridades internacionais e poucas providências são tomadas para garantir a manutenção da sua dignidade. Em busca de salvar sua própria vida, essa mulher precisa fugir e é levada a tomar decisões duras, envolvendo a manutenção da sua liberdade, o futuro dos filhos e a preservação da sua família.

    Distante do seu país de origem, o processo de inserção em uma sociedade completamente distinta é doloroso e gradual. Os desafios encontrados nessa nova realidade, somados à insuficiência de políticas públicas adequadas, provocam um cenário de instabilidade que prejudica o recomeço que pretendia viver no país de acolhida. O sentimento de perda, a nostalgia, as incertezas e a vulnerabilidade experimentada, evidenciam o seu não pertencimento àquele novo local, mas, regressar tampouco é uma opção.

    Confrontados com esse dilema e no intuito de auxiliar na integração das mulheres refugiadas que, hoje, vivem no Brasil, desenvolvemos o projeto Vidas Refugiadas, que pretende abrir um espaço único para que elas possam se expressar, apontando os obstáculos do seu novo cotidiano e os caminhos trilhados na busca pela sobrevivência.

    Serviço

    Exposição: Vidas Refugiadas
    Quando: 07/06 a 06/07/2018 (2ª a 6ª)
    Horário: 8:00 às 20:00
    Quanto: Gratuito
    Onde:  Hall do DCEven – Piso Térreo – Centro de Cultura e Eventos da UFSC
    Mais informações: www.vidasrefugiadas.com.br